As empresas dinossáurio também se extinguem
Sucedia-se no jurássico e sucede-se agora: os organismos demasiado grandes acabem por se extinguir. É o que acontece com os gigantes empresariais.
Estarão contados os dias de dinossáurios empresariais como a General Motors, a Philips, a IBM, a Kodak, a Daimler-Benz ou a Volkswagon? Ou será que o mundo empresarial do Ocidente está a atravessar uma fase especialmente intensa do seu ciclo natural de vida e de morte? Em qualquer dos casos, que podem fazer as grandes firmas para atrasar hora fatal ou para a evitar?
Estas e outras perguntas foram feitas há algum tempo em Chicago, onde de reuniram 600 consultores, especialistas e executivos empresariais no congresso anual da Sociedade de Gestão Estratégica Internacional.
Vários intervenientes citaram a mesma estatística reveladora: quase 40% das empresas que figuravam na lista de Fortune 500 há 10 anos já não existem. Da lista de 1970, 60% desapareceram, foi recordado na conferência. E das doze empresas que constituíram o índice Dow Jones Industrial do inicio do século XX, resta apenas a General Motors.
Na opinião de um alto executivo, “muito poucas organizações atingem a vida média de um ser humano e ainda menos lideram o seu sector durante mais de 2 ou 3 décadas.“
A taxa média de sobrevivência empresarial das grandes empresas há uma década era metade da de um ser humano, segundo um conhecido estudo realizado pela Shell. No entanto, algumas empresas ultrapassam os 75 anos.
O fenómeno da rápida decadência e queda empresarial tem 2 explicações tradicionais. Primeira, a incapacidade da maior parte das empresas para aprender a adaptar-se às rápidas mudanças do contexto em que vivem. Segunda, em certos sectores, as empresas tendem a atrasar-se relativamente às inovações tecnológicas.
Desde que se realizou o estudo da Shell, o ritmo de mudança nos negócios acelerou-se em todas as frentes: caíram muitas barreiras ao capital e ao comércio , a concorrência industrial internacionalizou-se, a tecnologia reduziu o custo de penetração em novos mercados geográficos e de produtos, e as empresas aperceberam-se das vantagens da cooperação em vez das aquisições ou fusões totais.
Daí, muitas grandes empresas estarem a experimentar uma pressão sem precedentes. Contrariamente à crença mais generalizada, esta pressão não provém somente das pequenas empresas menores que se aproveitam da nova ênfase sobre a flexibilidade do mercado, mas também de outros gigantes que forma capazes de se revitalizar.
Fonte: Correio da AESE
