Na prática de arte que consiste em dirigir os indivíduos na realização de um trabalho, cada director tem a sua maneira particular, o seu estilo próprio de relacionamento com os seus subordinados. Mas também, cada um pode, dentro de uma certa medida, modificar as suas perspectivas, com a aquisição de novos conhecimentos, atitudes e aptidões. De entre os diferentes estilos que a literatura apresenta sobre esta matéria, nós consideraremos aqui para aprofundar melhor esta problemática, três estilos de liderança de base (o deixa andar, o autocrático e o democrático) aos quais se vêm juntar três estilos de liderança intermediários (burocrata, autocrata, benevolente e consultivo).
Examinemos cada um destes diferentes estilos de direcção à luz dos problemas que se põem em prática.
O estilo deixa-andar (tipo desertor)
Apresenta as seguintes características:
É indiferente, quer ao rendimento, quer à moral dos empregados. Este tipo de director mostra relativamente à sua empresa uma atitude de abdicação completa. Mesmo se tudo na empresa funciona mal ou de uma maneira desorganizada, ele não parece grandemente afectado por tal situação, não tomando decisões senão em casos extremos de pânico ou sob ordens explicitas de uma autoridade superior
O tipo burocrata
Como afirma R. Likert, o burocrata-tipo é incapaz de conceber ou aplicar os princípios de liderança de sua própria iniciativa. O burocrata é um homem de escritório, um funcionário, geralmente pouco versado e inspirado nas ciências e práticas de gestão.
Procura antes de mais respeitar o enquadramento jurídico, encontrado um sólido refúgio nos sistemas legais que considera de uma certa maneira como um fim em si.
O autocrata (explorador)
Os psicólogos afirmam que a principal fraqueza deste tipo reside na sua enorme necessidade de segurança e na sua ansiedade relativamente a carreira, reputação e salário.
Não confia nos outros e os seus mecanismos de defesa desencadeiam nele comportamentos tirânicos. De aspecto exterior austero, tem sempre a necessidade de ter razão relativamento aos outros; tem uma atitude negativa e altamente crítica em relação aos outros que o conduz a atitudes arbitárias no exercício do poder.
O autocrata benevolente (paternalista)
Trata-se de um autocrata porque toma nas suas mãos a responsabilidade e o comando de uma unidade administrativa: controla os objectivos e meios de trabalho, estabelecendo estruturas de trabalho bem definidas, dando a cada um directivas precisas.
Se ele impõe os seus métodos aos empregados é com o objectivo de , não de os tiranizar, mas sim de lhes dar segurança e enquandrar, considerando que os homens preferem ou precisam de ser dirigidos.
Deste modo assume um papel paternalista; interessa-se pelos problemas dos seus subordinados, abre-se à comunicação, e estabelece consultas, quando é o caso disso, praticando uma supervisão tolerante.
O tipo consultivo
O dirigente consultivo submete frequentemente as suas decisões a exame e conselho dos seus subordinados; a todavia conserva a responsabilidade e controlo final.
Este tipo de dirigente consulta os seus subordinados porque confia nos membros da sua equipa e respeita os seus pontos de vista pessoais, tomando realmente em consideração esses pontos de vista nas suas deliberações finais.
Retirado de TOE 11º ano Texto Editora
Este texto apresenta alguns tipos de dirigentes estereotipados, pois ninguém terá estas características a 100%. Mas é um bom texto para lermos, assimilarmos, pormo-nos na pele de outra pessoa a olhar para nós e reflectir quais características que temos destes estereótipos.